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sábado, 23 de agosto de 2014

COMENTARIO BIBLICO - MATEUS CAPITULO 4

Mateus 4
1. Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo Diabo.
2. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome.
4.1,2 — Não foi Satanás quem levou Cristo ao deserto para ser tentado, mas o Espírito Santo. No início de Seu ministério, Cristo teve Sua santidade colocada à prova diante das astutas tentações do diabo. Isso aconteceu logo depois de Jesus ter sido batizado (compare com Marcos 1.12). Depois das vitórias espirituais vêm sempre grandes provações (veja o caso de Elias em 1 Rs 19). Depois do seu batismo público, Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto, que se refere a um monte do deserto da Judéia. O fato de Jesus ter sido conduzido pelo Espírito deixa bem clara a relação entre Jesus e o Espírito. Em sua obra terrena, Jesus dependia do Espírito Santo para capacitá-lo.
3. Chegando, então, o tentador, disse-lhe: Se tu és Filho de Deus manda que estas pedras se tornem em pães.
4. Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.
4.3,4 — Está escrito. A resposta de Jesus às três tentações foi tirada da Palavra de Deus, mostrando aos Seus servos o poder das Escrituras na batalha contra o Maligno (Dt 6.13; 8.3; SI 91.11,12). Não havia nada moralmente errado em transformar pedras em pão; o que o diabo estava tentando Jesus a fazer era realizar um milagre fora do plano do Pai. Isso explica por que Jesus usou Deuteronômio 8.3. A vida não depende só de pão; afinal de contas, Deus é Aquele que provê tudo em nossa vida. Portanto, nosso dever é confiar em Deus e permanecer na Sua vontade. Por mais inocente que uma atitude possa parecer, a questão fundamental se refere à fé (Rm 14.23) e à vontade de Deus.

5. Então o Diabo o levou à cidade santa, colocou-o sobre o pináculo do templo,
6. e disse-lhe: Se tu és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito; e: eles te susterão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra.
4.5,6 — Lança-te daqui abaixo. Ao lembrar a Jesus a promessa da proteção de Deus no Salmo 91.11,12, o diabo omite as palavras para te guardarem em todos os teus caminhos. Ele tentou Jesus a atrair a atenção das pessoas fazendo algo espetacular, e não por Sua mensagem ou Sua vida de retidão. Esse é um perigo que todos nós temos de evitar, principalmente aqueles que estão sempre em lugar de destaque.
7. Replicou-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus.
4.7 — Deuteronômio 6.16 destaca que ninguém deve tentar Deus. O Senhor disse ao povo israelita para prová-lo somente em uma área: nos dízimos. Se eles dessem os dízimos, poderiam prová-lo para ver se Ele cumpriria Sua promessa e abençoaria a todos (Ml 3.10).
8. Novamente o Diabo o levou a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles;
9. e disse-lhe: Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares.
10. Então ordenou-lhe Jesus: Vai-te, Satanás; porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.
4.8-10 — Cristo repreendeu o diabo quando este o tentou a adorá-lo, algo que o levaria a pecar justamente naquilo que Deus disse aos israelitas para não fazer (Dt 6.13,15). No caso específico de Jesus, Satanás estava oferecendo-lhe uma coroa sem a cruz. Essa experiência de Jesus nos mostra um padrão de batalha espiritual para hoje: Jesus resistiu a Satanás (Ef 6.11,13,14; Tiago 4.7; 1 Pe 5.9). Desse modo, Ele venceu Satanás usando a eficaz e poderosa Palavra de Deus (Ef 6.17).
11. Então o Diabo o deixou; e eis que vieram os anjos e o serviram.
4.11 — Eis que chegaram os anjos e o serviram. Logo após ter rejeitado a oferta de Satanás, os anjos vieram até Jesus e o serviram. No final da prova, chegou a providência de Deus. Se formos fiéis a Deus, e permanecermos firmes, ele terá um final feliz para nossas provações.
12. Ora, ouvindo Jesus que João fora entregue, retirou-se para a Galiléia;
13. e, deixando Nazaré, foi habitar em Cafarnaum, cidade marítima, nos confins de Zabulom e Naftali;
14. para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías:
15. A terra de Zabulom e a terra de Naftali, o caminho do mar, além do Jordão, a Galiléia dos gentios,
16. o povo que estava sentado em trevas viu uma grande luz; sim, aos que estavam sentados na região da sombra da morte, a estes a luz raiou.
4.12-16 — A passagem citada aqui, Isaías 9.1,2, é uma profecia do reinado do Messias em um Reino futuro. O ministério de Jesus na Galiléia foi um sinal do que estava por vir. A Galiléia era uma região populosa e fértil que tinha duas grandes rotas de comércio. O caminho do mar era uma delas.
17. Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.
4.17 — A frase desde então, começou Jesus é dita duas vezes em Mateus (aquieemMt 16.21), e ambas marcam uma direção fundamental no Evangelho. Essa menção em Mateus 4.17 aponta para o começo do ministério terreno de Jesus enquanto a de Mateus 16.21 fala de Sua crucificação e ressurreição. A exortação de Jesus, expressa no imperativo arrependei-vos, é igual à de João Batista (Mt 3.2).
18. E Jesus, andando ao longo do mar da Galiléia, viu dois irmãos-Simão, chamado Pedro, e seu irmão André, os quais lançavam a rede ao mar, porque eram pescadores.
19. Disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.
20. Eles, pois, deixando imediatamente as redes, o seguiram.
21. E, passando mais adiante, viu outros dois irmãos-Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, no barco com seu pai Zebedeu, consertando as redes; e os chamou.
22. Estes, deixando imediatamente o barco e seu pai, seguiram-no.
4.18-22 — Eu vos farei pescadores de homens. Jesus aqui faz referência a Jeremias 16.16 para chamar Pedro e André ao discipulado e a viver para o ministério. Mas este não foi o primeiro encontro que o Senhor teve com Pedro e André (veja o primeiro contato entre eles em João 1.35-42). Podemos tirar muitas lições desse encontro: (1) Deus se alegra em usar pessoas simples; (2) tudo o que aprendemos na nossa vida e na nossa profissão tem valor quando servimos a Cristo. Os pecadores puderam usar sua experiência para pescar vidas para o Senhor; e (3) uma prova da verdadeira obediência é aceitar o chamado na mesma hora (compare com Mateus 4-20,22).
23. E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino, e curando todas as doenças e enfermidades entre o povo.
24. Assim a sua fama correu por toda a Síria; e trouxeram-lhe todos os que padeciam, acometidos de várias doenças e tormentos, os endemoninhados, os lunáticos, e os paralíticos; e ele os curou.
25. De sorte que o seguiam grandes multidões da Galiléia, de Decápolis, de Jerusalém, da Judéia, e dalém do Jordão.
4.23-25 — Ensinando[...] pregando[...] curando. Esse é o resumo do ministério terreno de Jesus. Seu ensinamento é caracterizado pelo discurso; Sua pregação é caracterizada pelo que Ele anunciou em Mateus 4.17; Sua cura é caracterizada pelos muitos milagres.

Elaborado pelo Evangelista

Natalino dos Anjos

2 comentários:

  1. Passei e encontrei o seu blog, estive a ver e ler algumas coisas, não li muito, porque espero voltar mais algumas vezes,
    mas deu para ver a sua dedicação e sempre a prendemos ao ler blogs como o seu.
    Se me der a honra de visitar e ler algumas coisas no Peregrino e servo ficarei radiante,
    deixe um comentário, e se desejar fazer parte de meus amigos virtuais, esteja à vontade, irei retribuir.
    Mas por favor não se sinta coagido, siga apenas se desejar. Abraço.
    António.
    http://peregrinoeservoantoniobatalha.blogspot.pt/

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  2. Entendo, só digo uma coisa, e fácil agir quando não existe mais o que oferecer ao infinito, acima dele não há outro até então. agora e a mesma coisa vc querer desejar ser mais velho que seus pais, ou seja quando e que um filho que nasce da barriga da mãe pode ser mais velho que ela?? seria impossível né, então se acontece uma coisa assim , já não e mais a mesma coisa.

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